Esta turma costuma refletir bastante!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O terrível castigo dos corruptos.



Por Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro*

É irrelevante o fato de o sistema judiciário ser ineficaz para evitar, e punir, crimes de corrupção, pois a verdadeira punição decorre da força inexorável do pensamento coletivo.

Hoje a ciência já reconhece a importância da força mental no controle e cura de muitas doenças. Ainda que seja mais difícil estabelecer uma relação de causa e efeito no caso de doenças de pessoas com comportamento socialmente reprovado, é evidente que a força positiva pode também ser punitiva.

Essa força punitiva não é gerada pelo consciente da pessoa prejudicada, ela é inconsciente e independe da vontade de punir. Assim sendo, os corruptos geram um sentimento negativo que vai agir sobre seus organismos ocasionando doenças e impossibilitando a cura.

Não há necessidade de um processo de punição formal, pois todos que foram prejudicados por atos de corrupção geram esse sentimento punitivo inconsciente, que tem seu destino definido pelo sentimento coletivo de repulsa.

O corrupto, identificado pela repulsa, é punido por todos que foram prejudicados por seu ato de apropriação indevida de recursos que seriam destinados à combater doenças, evitar acidentes por deficiências de infra estrutura, a permitir melhor ensino e educação a, em resumo, propiciar a todos um nível de vida satisfatório.

A sabedoria popular já reconhece que aqui se paga o que aqui se faz, e as religiões consagram a punição inevitável que atinge a dimensão espiritual das pessoas, chame-se isso do nome que se queira chamar.



* Professor, Sanitarista, Empresário e Escritor.
Reprodução autorizada, citando a fonte:
Vida com Qualidade

sábado, 23 de junho de 2012

EUREKA!


Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0km. Ler um bom livro faz eu me sentir nova em folha. Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns 5 anos. Vôos aéreos não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheia de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar. Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mozzarella que previnam.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser excepcionalmente bom, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Beijar é melhor do que fumar. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.

Tomo pouca água, bebo mais de um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada. Sonhar é melhor do que nada.

Martha Medeiros

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O OUTONO


O outono se faz presente entre nós.
A brisa de outono acaricia-nos com o rolar das folhas amarelecidas pelo caminho.
Caem com a permissão do Pai, mas movidas pela ordem e disciplina do tempo, organizando a natureza.

Assim é a vida em seus ciclos naturais.
É tempo de recolher-se, de interiorizar-se.
A estação gesta de luz seus frutos, amadurecendo os frutos de outono.

Os ciclos naturais da vida aqui na terra, cobrem-se da Luz do Pai, que nutre, orienta e que por si só contém a beleza própria de cada idade.
Colhemos os frutos no outono do viver . . .

Cabe a cada um a preocupação com as boas sementes.
Que o plantio seja abundante, repleto de bondade, paz, amor, para que a colheita, que é obrigatória, seja farta, plena, repleta das bem-aventuranças e felicidade, que preenchem e inundem o coração, tanto no ato de semear com amor, como no ato do colher.

Cada ciclo é importante.
Não sejamos pródigos com o tempo.
Não deixemos passar as estações aleatoriamente, ociosamente . . .
A qualidade do fruto é importante para a colheita.

Quando o Pai, na sua infinita bondade, colocou as sementes em nosso coração depositou-as para que nós as fertilizássemos e as frutificássemos, aliadas à Luz e ao solo fértil.

Raramente dá frutos amargos uma plantação doce.
Plante sementes de otimismo, de bondade, de alegria, de Paz e de serenidade nos corações humanos.

Por onde passar, plante.
O terreno é fértil em cada coração.
Cada coração espera.
Renove as sementes.

Plante Amor . . .
Deixe seu rastro de amor e de luz por onde passar.
Nesta época de outono, do ciclo natural das estações do planeta, as pessoas estão carentes de um gesto de carinho, de um sorriso, de palavras doces, de compreensão.

Ajude a todos na semeadura, com seu exemplo fraterno.
Ao Pai cabe a seleção e o julgamento das boas sementes . . .
Somos hoje, nesta estação da eternidade, o produto das semeaduras passadas.

É hora de Plantar . . .
Aproveite!

Que seus frutos sejam saborosos, doces, suaves, para que todos possam se beneficiar, para que não os saboreie sozinho.

A Seara do Pai é de uma vastidão incomensurável, à espera de mãos fortes e corações nobres.

A Alegria é o bálsamo do coração, fruto da alma, do espírito . . .

Daqui:
www.rivalcir.com.br

sábado, 9 de junho de 2012

COISAS ESQUECIDAS


Coisa boa é o tempo de namoro. Tempo quando sentimos que somos importantes. O outro preocupa-se, telefona, faz carinho, diz coisas ridiculamente lindas ao nosso ouvido, faz surpresas, dá a mão e beijos intermináveis.

Mas a longa convivência vai apagando aos poucos o essencial de um relacionamento. Acostuma-se tanto ao outro que certas coisas perdem o sentido.

Esquece-se do beijo na saída e na chegada. E... de antes de dormir.

Esquece-se do abraço bem apertado que diz tanto sem dizer nada.

Esquece-se de datas importantes e comuns aos dois.

Esquece-se de andar lado a lado.

Esquece-se do te amo, do estou feliz porque tenho você.

Esquece-se do poder de uma flor.

Esquece-se... do namoro!

Fala-se do passado como do bom tempo. Mas... passado!

E as pessoas surpreendem-se por viverem tão afastadas vivendo juntas. Um se deita mais cedo, o outro mais tarde; um se levanta, o outro fica. Fazem amor por obrigação.

Culpa de quem? Dois dois. Quando há um problema entre um casal a culpa é fatalmente dos dois lados. Uma coisa conduz a outra.

E muitos casais seguem assim. Juntos, apesar de tudo, cada um do seu lado sofre interiormente de solidão. Cada um sonha, secretamente, com emoções esquecidas, com grandes paixões. E ninguém pensa em reacender a brasa. Ninguém pensa em reconquistar o que se tem, justamente porque se tem. Mas há tanto que pode ser feito!

Lembre-se das coisas esquecidas! Lembre-se do início. O que foi mesmo que te conquistou no outro? Inversamente, pense no que foi em você que conquistou o outro coração. Reaviva a chama!

Nunca permita que o essencial morra por causa de trabalho, estresse, filhos e atividades extras.

É essencial estar juntos. Mas, mais que isso, amar juntos de amor inteiro.

É preciso cuidar do amor como se cuida de algo frágil. A pessoa amada não faz parte dos móveis da casa. Cuide dela e cuide-se. Antes que a vida a dois caia no esquecimento.

Não se esqueça de lembrar-se das coisas esquecidas! Amor não é só coisa para os jovens não. Paixão faz bem em qualquer idade. Carinho nunca é demais. Atenção cativa. Reaprenda a amar aquela pessoa que um dia fez bater seu coração mais forte.

Muitas coisas podem ficar esquecidas. Mas o amor, ele mesmo, nunca se esquece!


Letícia Thompson


sexta-feira, 1 de junho de 2012

CAMINHOS DO DESAMOR


Dia desses passamos por uma rua e nos chamou a atenção um grande muro, à frente de uma casa.
Com todo capricho, o muro estava pintado com uma cor clara e, pequenos canteiros, com flores miúdas, haviam sido colocados à beira da calçada.
Um primor! Infelizmente, bem no meio do muro, havia sido escrito em letras pretas, tortas, grotescas, destoando totalmente da beleza e bom gosto do dono da casa: Jesus te ama!
A mensagem é positiva, no entanto, pichar propriedade alheia mostra, em primeira mão, que Jesus ama a todos, com certeza, mas nós ainda não aprendemos a amar nosso irmão.
Não respeitar a propriedade alheia, não preservar o que outro gastou em economias, em trabalho, em esforço, para conseguir é falta total de amor.
E se proclamamos que Jesus nos ama, devemos recordar que Ele nos recomendou que nos devíamos amar uns aos outros como Ele nos amou.
Ele, portanto, prescreveu a forma de amar que deveríamos seguir. Precisamos aprender a seguir-Lhe o exemplo.
E oportunidades para isso não faltam. Dizemo-nos um país religioso, no entanto, como escreveu João Ubaldo Ribeiro, em uma de suas crônicas, nossas empresas são verdadeiras papelarias.
Os empregados, que ganhamos nosso salário mensal, levamos para casa todos os dias papel, clipes, lápis, canetas, tudo de que precisa nosso filho para fazer o trabalho da escola.
Ou para nós mesmos utilizarmos. Quanta desonestidade em nosso proceder. Nem nos lembramos que, com tais ações, não estamos obedecendo ao sétimo mandamento do Decálogo.
E nosso desamor ao próximo continua. Basta olharmos para nosso planeta. Aplaudimos os discursos dos que nos conclamam ao mundo sustentável, à reciclagem do lixo, à coleta seletiva e tudo o mais.
Comparecemos a caminhadas que objetivam conscientizar a todos a respeito da correta postura ecológica. Contudo, muitos de nós vamos deixando pelo caminho as marcas da nossa passagem: copos e garrafas descartáveis, papéis de bala, etc.
E não estaremos amando nosso próximo enquanto nos ônibus as pessoas idosas, gestantes, com crianças ao colo estiverem em pé e nós fingirmos dormir para não lhes dar o lugar.
Nem mesmo quando alardeamos que temos TV a cabo em casa, mas nada pagamos por ela, porque puxamos o cabo da casa do vizinho.
Enquanto não houver o mínimo respeito pela propriedade do outro, pelos bens públicos, ainda estaremos estacionados no desamor.
Enquanto acreditarmos que o bom mesmo é ser esperto e passar o outro para trás e ainda nos vangloriarmos do feito, não estaremos no caminho do amor.
Enquanto ensinarmos, por nossos atos, às gerações futuras que o bom é ficar rico, da noite para o dia, não importando os métodos; que o bom é sempre levar vantagem em tudo, ainda estacionamos no desamor.
Pensemos nisso: quem ama serve ao semelhante, ajuda a planta e socorre o animal.
Quem ama, preserva o mundo em que vive e que o seu irmão também vive.
Todos desejamos um mundo melhor, mais justo, sadio e agradável.
Lembremos que tudo depende de nós, de cada um de nós.

Redação do Momento Espírita.
Em 25.05.2012.


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