Esta turma costuma refletir bastante!

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terça-feira, 14 de março de 2017

Por que os amores se perdem



O mais difícil de entender quando os amores acabam são os porquês.
Por que duas pessoas que se encontraram e se encantaram, viveram um amor que parecia  indestrutível, se separam?
Por que o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando e querendo entender as razões?
Amores deveriam ser eternos, mas nem sempre são.
Costumo comparar casais a chave e fechadura. Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível. Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra, que é definitivo.
Um casal que se apaixona de início, sem que um tenha tido o tempo de desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela muitas vezes.
E cria-se sonhos, planeja-se o futuro... enquanto isso os dias vão passando, toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais sonhadora começa a sentir-se incomodada. Dá medo. Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou! Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez! Medo da solidão, de ter que recomeçar...
Não são as decepções que matam o amor. Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações. O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não é o ser sonhado. É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos. O outro está ali, é a mesma pessoa, mas aquela neblina que dava a impressão de irrealidade já não mais existe. E isso não acontece da noite para o dia, como se costuma pensar. É algo que vem com os dias, os hábitos, as monotonias. Um percebe, o outro não. Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou finge que acredita.
E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que desmorona. Porém, tudo não fica definitivamente perdido. Sobra de um lado a dor e os porquês, um resto de amor que teima em ficar no fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de outros horizontes.
Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos. Por que corta-se relacionamentos, mas não se apaga momentos, mesmo que a gente queira. Vivido é vivido, feliz ou infelizmente.
Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções. Quanto mais apega-se, mais ele se afasta. E quanto mais se afasta, mais dói no outro a incompreensão. É uma roda da qual é difícil de sair. E é uma pena, pois os corações não merecem isso.
Quando a questão é amor, não existe justo ou injusto. Existe o que ama e o que não ama mais. Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos, mesmo se isso nos faz mal, por que se o amor não for livre para se instalar onde realmente deseja, ele perde toda a razão de ser.
Letícia Thompson




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um presente diferente

 

O dia de Natal se aproxima e muitos ficam na expectativa do que vão ganhar como presente.
Oh, não se preocupem, não há nada de errado com isso. Conservamos todos em nós essa criança que, mesmo quando diz que não, gosta de receber e se sabe que vai ganhar alguma coisa, fica assim, com o coração em estado de espera.
Sabemos que o Natal não deveria ser uma festa para nós, mas ela é também, já que somos nós os presenteados, os lembrados, os que reencontram nessa data muitos dos que estiveram distantes durante todo o ano.
Muito do que vamos receber ainda não sabemos. E quem oferece fica na esperança de que vai agradar, quem recebe na de que vai gostar. Não sabemos. Se estivéssemos dentro do coração de todo mundo que oferece alguma coisa, gostaríamos de tudo, pois quem dá, dá para fazer feliz, o único pensamento e o único objetivo é o de ver no outro um grande ar de contentamento.
 Pena que quem recebe, nem sempre recebe ou vê dessa maneira e pode ter as mais diversas reações.
E foi assim durante todo o ano que passou, se refletimos sobre tudo o que nos aconteceu, tudo o que tivemos nas mãos, o que deixamos de lado ou o que guardamos bem perto do nosso coração.
Recebemos da vida o que não pedimos ou recebemos de maneira diferente e continuamos nessa atitude de espera que ainda alguma coisa mude, alguma coisa chegue exatamente da forma como idealizamos. Podemos ficar assim numa espera eterna, já que talvez o nosso presente tenha estado nas nossas mãos, somente não demos o justo valor, porque ele veio com uma apresentação diferente.
Quando Jesus nasceu, muitos esperavam um rei. E um Rei nasceu. Mas não para todos, apenas para aqueles que tinham o coração puro o bastante para saber olhar além das aparências.
Aqueles que esperavam um rei que nasceria num palácio, num berço de ouro e se tornaria o Salvador da humanidade esperam até os dias de hoje.
Não souberam dar valor, porque suas expectativas foram contrariadas, porque não souberam ver com os olhos da alma, porque só conseguiram ver um menino que tinha por berço uma manjedoura e por teto o céu estrelado.
E esse mesmo menino, nascido de forma tão simples e pura, andou entre doutores e mestres e ensinou a eles, pregou o amor e deixou mensagem da paz como herança para o mundo e carregou uma cruz que não lhe pertencia. Sua coroa não foi de ouro e seus diamantes eram espinhos. Mas apesar de tudo, Ele foi e é o Rei acima de todos os reis.
A embalagem engana muitas vezes. Ela cria expectativas. O importante mesmo é o que vem dentro e é o coração de quem pegou do seu precioso tempo alguns momentos para pensar em nós. 
Portanto, se a vida te oferecer algo diferente, preste um pouco mais atenção ao que recebe. Não é sábio ficar esperando algo mais e se esquecer do que se tem nas mãos. A esperança faz viver, mas dar valor ao que se tem constrói a vida.
 
Letícia Thompson

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sonhos de gente madura

 
Maduro não é quem viveu o suficiente; é quem tem vivências, que podem não estar necessariamente ligadas à idade. Tudo na vida é encanto quando entramos na adolescência. Todos os sonhos são possíveis, tudo é festa e o paraíso parece estar ao alcance das nossas mãos. Achamos que o primeiro amor vai durar para sempre, que vamos evoluir no trabalho, que as pessoas com as quais convivemos serão sempre sinceras e gentis. Um dia, nos vemos diante dos primeiros obstáculos: perdemos nosso amor, anoitece no paraíso, descobrimos que precisamos competir e trabalhar duro para chegar a algum lugar e que nem todas as pessoas deseja nosso bem. Nossos sonhos se quebram e adquirimos experiências, nos tornamos adultos, amadurecemos. E dói. Dói em nós, no nosso ser, dói a vida. Algumas pessoas desistem, se cansam com os desenganos e se deixam levar. Nunca crescem, nunca constroem nada. Desacreditam nos sonhos e no poder mágico deles. Envelhecem prematuramente, tornam-se ranzinzas e mal-humoradas. O mundo está cheio de pessoas assim. Portanto, há pessoas maduras que ainda sonham. Só que é um sonho diferente. Os jovens sonham em construir, começar, conquistar. Elas sonham em reconstruir, recomeçar, reconquistar. Pessoas maduras sonham depois de terem vivido, depois de terem quebrado a cara, de terem tido decepções, caído em armadilhas e depois de terem enfrentado a dura realidade de que nem todos os sonhos se realizam. Mas elas sabem que ainda assim vale a pena sonhar. E elas sonham... conscientemente! Amam de novo, de novo e de novo!... Caem e se levantam e recomeçam cada vez que caem. Elas acreditam sempre que na próxima vez vai ser diferente. Prendem os sonhos nas mãos e não largam! Geralmente essas pessoas vivem mais tempo e o tempo que vivem é bem melhor aproveitado. São idealistas e benditas! As pessoas maduras que ainda sonham são o sonho da vida, são a projeção dos melhores desejos de Deus aqui na terra. 


 Letícia Thompson
 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Amigos virtuais não têm idade




Amigos virtuais não têm idade...

 © Letícia Thompson




De repente percebo com encantamento que amigos virtuais não têm idade. Eles têm essa forma bonita de se aconchegar no nosso colo, de se eternizar de maneira indefinida e a gente não sabe adivinhar se são crianças ou experientes da vida.
Há nas suas palavras um perfume de mistério, eles brincam, falam sério e quantas primaveras viveram torna-se tão insignificante que a gente nem pensa mais. Abraçamos a imagem sem ver o rosto, bebemos as palavras sem nos questionar.
O que é a idade? Na net isso não tem a mínima importância. Amigos de vinte, trinta, quarenta... oitenta anos!... Todos tão iguais, todos tão especiais. Amamos o que lemos, o que recebemos, aquilo que se adentra e se apega à nossa alma e não pensamos se os olhos são castanhos ou azuis, se o cabelo é loiro ou preto, curto ou comprido, se a pele é negra, branca ou morena.
Há nessa rede muito mais calor humano, muito mais igualdade, menos preconceitos, mais amor do que em qualquer outra sociedade. Aprendemos a amar as pessoas simplesmente pelo que são e pelas alegrias que trazem ao nosso coração.
Ai!... Que alegria essa evidência divina! Somos elos dourados, somos seres abençoados, pétalas de uma mesma flor, somos lindos versos entrelaçados!...

Letícia Thompson





quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mãe Adotiva


 Eu sei, mamãe, que por um capricho do destino, ou simples desejo Divino não foi em seu ventre que me formei . Quis a vida que eu fosse escolhido não pelo acaso, mas pelos próprios caminhos apontados por Deus.
 Eu sei que a primeira vez que você me sentiu mexer foi em seus braços e não em seu ventre. Mas...mãe! Há algo mais forte que os laços de sangue: são os laços do coração, aqueles que por uma razão inexplicável nos ligam para sempre a uma outra pessoa. Assim eu nasci, não da sua barriga, mas do seu ser.
 E você me acolheu com braços quentes, como se eu fosse carne da sua carne. Me pôs contra seu peito e eu pude ouvir a voz do seu coração me acalmava me dizendo para não ter medo, que eu encontrei um lar. Você me devolveu a dignidade de ser chamado de filho e a honra de ter uma verdadeira mãe, exatamente como deve ser.
 Sei que em momentos de zanga eu digo que vou procurar minha mãe. Mas quero que você saiba que meu coração não pensa o que digo e gostaria que me perdoasse. Mãe não só é aquela que põe no mundo, mas aquela que, vivendo ao nosso lado, nos prepara para enfrentar o mundo. Aquela que cura a dor com beijos e se alegra quando nosso coração se alegra. Talvez você não tenha me dado a vida, mas deu certamente uma razão para viver... 
 Deus sabia, mamãe, que você era o anjo na medida exata para fazer a minha felicidade. 
 Te amo! 

 Letícia Thompson



E na sua opinião?
Mãe é a que gera? A que cria? Deixe um comentário, por favor!



sábado, 9 de junho de 2012

COISAS ESQUECIDAS


Coisa boa é o tempo de namoro. Tempo quando sentimos que somos importantes. O outro preocupa-se, telefona, faz carinho, diz coisas ridiculamente lindas ao nosso ouvido, faz surpresas, dá a mão e beijos intermináveis.

Mas a longa convivência vai apagando aos poucos o essencial de um relacionamento. Acostuma-se tanto ao outro que certas coisas perdem o sentido.

Esquece-se do beijo na saída e na chegada. E... de antes de dormir.

Esquece-se do abraço bem apertado que diz tanto sem dizer nada.

Esquece-se de datas importantes e comuns aos dois.

Esquece-se de andar lado a lado.

Esquece-se do te amo, do estou feliz porque tenho você.

Esquece-se do poder de uma flor.

Esquece-se... do namoro!

Fala-se do passado como do bom tempo. Mas... passado!

E as pessoas surpreendem-se por viverem tão afastadas vivendo juntas. Um se deita mais cedo, o outro mais tarde; um se levanta, o outro fica. Fazem amor por obrigação.

Culpa de quem? Dois dois. Quando há um problema entre um casal a culpa é fatalmente dos dois lados. Uma coisa conduz a outra.

E muitos casais seguem assim. Juntos, apesar de tudo, cada um do seu lado sofre interiormente de solidão. Cada um sonha, secretamente, com emoções esquecidas, com grandes paixões. E ninguém pensa em reacender a brasa. Ninguém pensa em reconquistar o que se tem, justamente porque se tem. Mas há tanto que pode ser feito!

Lembre-se das coisas esquecidas! Lembre-se do início. O que foi mesmo que te conquistou no outro? Inversamente, pense no que foi em você que conquistou o outro coração. Reaviva a chama!

Nunca permita que o essencial morra por causa de trabalho, estresse, filhos e atividades extras.

É essencial estar juntos. Mas, mais que isso, amar juntos de amor inteiro.

É preciso cuidar do amor como se cuida de algo frágil. A pessoa amada não faz parte dos móveis da casa. Cuide dela e cuide-se. Antes que a vida a dois caia no esquecimento.

Não se esqueça de lembrar-se das coisas esquecidas! Amor não é só coisa para os jovens não. Paixão faz bem em qualquer idade. Carinho nunca é demais. Atenção cativa. Reaprenda a amar aquela pessoa que um dia fez bater seu coração mais forte.

Muitas coisas podem ficar esquecidas. Mas o amor, ele mesmo, nunca se esquece!


Letícia Thompson


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quando Deus diz não


Mesmo se nos reservamos o direito a dizer não, dificilmente aceitamos essa palavrinha quando acreditamos que podemos obter alguma coisa.

As criancinhas aprendem rápido o não, de tanto que ouvem. E é evidente que se o fazemos com as crianças é porque assim aprendemos e que sabemos que os nãos fazem parte da vida e são mesmo necessários ao nosso bem-estar e crescimento.

Os adolescentes se rebelam ante o não, dizendo eles mesmos não ao que lhes é imposto ou não concedido.

E então... chega a nossa vez, adultos, supostamente maduros e sábios. E nem sempre queremos aceitar. Das pessoas é mais fácil, pois nos consideramos mais ou menos de igual para igual, mas quando esse não vem dAquele que nos criou, não entendemos ou não queremos bem entender.

Nos rendemos aos pés do Pai com maior freqüência quando nos sentimos impotentes diante de uma situação, quando precisamos reconhecer que por nós mesmos não podemos fazer nada a não ser pedir misericórdia. São as doenças, as situações impossíveis de serem mudadas aos olhos humanos, quando precisamos de verdadeiros milagres...

E, corações sinceramente entregues, pedimos, nem sempre considerando que Deus pode responder de maneira diferente da qual esperamos. Dizemos que Ele tudo pode (e pode!), mas não consideramos o Seu coração, a Sua visão das coisas.

Assim, às vezes Deus diz não...

E essa resposta inesperada vai carregando assim todas as nossas esperanças depositadas naquelas orações, naqueles apelos profundos da nossa alma. E, quais crianças sem entendimento, arregalamos os olhos, sem impedir que nosso coração pergunte o porquê.

Coisa difícil!!! E não é difícil para uma pessoa mais que para outra, é difícil pra todo mundo, mesmo para aqueles que realmente vivem uma vida de submissão.

Aceitar uma resposta negativa de Deus é sinal de humildade e reconhecimento de que estamos na dependência dAquele que nos criou, que conhece nosso passado e nosso futuro e nosso âmago bem mais que nós mesmos, mesmo com anos e anos de psicanálise. Aceitar uma resposta negativa de Deus para qualquer área da nossa vida é ter maturidade espiritual.

Deus, quando nos diz não nos ama muito, com certeza mais que bastante e mesmo se não entendemos no momento, o melhor é nos curvar, pois nada há que Ele faça que não tenha sentido.

Letícia Thompson

E você, sabe dizer não? E aceitar um não?

terça-feira, 13 de março de 2012

A difícil arte da paciência



Ai, que esperar cansa!!! E causa desânimo! E pré-ocupa nossas mentes.

Por que preocupar tem sempre uma conotação negativa, se na realidade significa ocupar com antecipação? Deve ser por causa dessa nossa mania de que quando devemos pré-ocupar nossa cabeça, já pré-ocupamos com problemas, tragédias, coisas ruins. Alguns, mais sábios, pré-ocupam com sonhos, mas nem mesmo chamam isso de preocupação.

Sabemos perfeitamente como funciona a vida e que precisamos saber esperar o que não temos controle. Mesmo as flores esperam sua hora de desabrochar.

E pra vida não queremos esperar. Queremos desejar e no minuto seguinte ver o resultado, como se não fosse preciso a maturação dos nossos desejos. Trazemos para nós, antecipadamente e muitas vezes inutilmente, doenças físicas e espirituais.

Muitas vezes pegamos um atalho e chegamos mais rápido, mas com isso perdemos muito da beleza do caminho. Chegamos mais cedo sim, mas de certa forma alguma coisa ficou faltando. Não é assim com as crianças e adolescentes que vivem cedo demais a vida adulta?

Se colhemos uma flor em botão, impedimos a ela e a nós a sua plenitude.

Mas que é difícil ser paciente, isso é! Há horas em que queremos pegar o relógio do tempo e girar os ponteiros com nossas mãos para que o dia seguinte chegue logo; queremos dormir muito para não ver as horas se desfilando graciosamente diante dos nossos olhos; queremos pensar em outras coisas, mas não conseguimos.

Sacrificamos, dessa forma, nosso presente, por um futuro desconhecido, que nem sempre será de acordo com o que pensamos.

Pessoas que esperam por um dia feliz jogam fora a felicidade do presente com a ansiedade do amanhã.

Pior é quando esperamos pelo resultado de um exame com probabilidades negativas. Aí então, nosso hoje fica realmente perdido. Choramos antes, temos dores de cabeça antes, não dormimos antes... o presente torna-se não somente inútil, mas quase insuportável. Não temos, infelizmente, essa capacidade gloriosa de nos dizer: "deixa para eu sofrer para quando souber do resultado definitivo e se não for o que se espera, não sofri por nada."

Se há um tempo para todas as coisas, deixemos então que cada coisa chegue na sua vez. Vamos abraçando-as uma à uma à medida que chegam até nós, vivendo o minuto presente que é a graça diária que Deus nos oferece.

Aprender a paciência é uma arte, provavelmente a mais difícil de todas. Ela exige muito de nós, exige auto-controle, exige determinação.

Viva o hoje! Viva a hora de agora! O amanhã pode tanto esperar por você quanto você espera por ele.


Letícia Thompson


sábado, 17 de dezembro de 2011

O Natal está próximo


O Natal vai chegando e com ele essa sensação de que o mundo se transforma aos poucos. Os projetos vão aparecendo, as casas iluminam-se, tornam-se coloridas e belas.

Dentro do coração a esperança adormecida acorda devagarinho e toma forma, alimentando assim o desejo de que um milagre aconteça e traga os sonhos perdidos ou a felicidade esperada.

As pessoas tornam-se mais dóceis e fala-se em solidariedade. E Jesus, muitas vezes esquecido, renasce.

Quem duvida do milagre do Natal deveria abrir mais os olhos, porque fazer um milagre não é realizar grandes e extraordinários feitos, mas devolver a esperança aos cansados, a alegria à alma aflita e um pouco de ternura a um coração desesperado.

Quem divide um pedaço de pão com um faminto, agasalha alguém que sente frio e traz um pouco de luz aos que perderam o direito à luz do dia, alimenta e veste o Mestre e habita Seu coração.

Aí sim está o milagre de toda a magia do Natal. Sendo humanos, tornamo-nos seres de luz capazes de iluminar o mundo.

Pudesse essa magia perdurar o ano todo, haveria mais flores nos campos e mais sorrisos nos rostos; haveria mais olhos brilhando e menos doenças da alma. E o mundo seria uma imensa família, exatamente como Deus idealizou.

Pense nisso, tenha um Feliz Natal e faça Feliz o Natal de alguém!
Tenham uma abençoada noite nos braços de Jesus, já com esse clima gostoso de Natal!

Letícia Thompson



sábado, 5 de novembro de 2011

As razões do coração



 O coração pensa. Pensa sim, embora muitos achem que não. Ele apenas não reflete...


Entre pensar e refletir existe uma distância enorme. Quem pensa, pensa; quem reflete, mede consequências. E consequência é uma palavra que o coração desconhece.


Se o próprio amor conhece mil razões para se deixar levar pelo barco da situação, o coração, este, conhece milhares delas. Mesmo se nem disso ele é consciente. Ele sente e pronto.


Futuro? O que é o futuro? Tá tão distante que a vista não alcança; passado, desconhecido. O que dizem, o que pensam não conta. Mesmo o presente é limitado, pois resume-se ao sentimento de amar e de querer. Nada mais.


Coração vive de emoção, daquilo que é a razão mesmo do que o faz vibrar. Quando ele é o guia, perdemos todo o controle do que somos, do que pensamos, do que queremos.


Só uma água é capaz de matar essa sede: o prazer de ver-se no ser amado, de sentir-se no ser amado, de viver e morrer pelo ser amado. Nada mais no mundo importa.


Só mesmo o coração é capaz de tantos erros e tantas desculpas, tantas mágoas e tantos perdões, tantas condenações e tantas absolvições.


Leticia Thompson

domingo, 30 de outubro de 2011

AMIGOS SÃO POEMAS


Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.

Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.
Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.

Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo sendo separado por mil mares, é alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver.

Um amigo nem sempre diz sim quando dizemos sim e não quando dizemos não, mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos.

Um amigo é um bem precioso que devemos não deixar guardado numa caixinha de jóias para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.


Letícia Thompson


terça-feira, 13 de setembro de 2011

O SAL DA TERRA



Todas as manhãs Deus nos dá a oportunidade de recomeçar alguma coisa. É por isso que dizem que nada como uma boa noite para colocar as idéias no lugar.

E não nos levantamos com o pé direito ou esquerdo, nos levantamos com os dois e carregando o mesmo corpo que no dia anterior, talvez até os mesmos problemas não resolvidos. Mas tivemos essas importantes horas de descanso para recuperar as forças e energias para continuar o caminho.

Podemos decidir então que nada estragará nosso dia e que daremos a oportunidade para que as soluções cheguem. É evidente que um coração alegre e esperançoso terá mais vitórias que aquele que deixa afogar pelas tristezas suas ou alheias.

A pessoa mal-humorada pode acordar com o mais lindo raio de sol invadindo a janela que ela ainda vai encontrar algum motivo para criticar e saciar sua insatisfação, como se ela tivesse a necessidade de encontrar algo negativo para continuar tendo razão. Inversamente, aquele que carrega consigo a paz interior e o desejo de ser feliz verá flores até nos desertos mais ermos. E ele as colherá, com certeza!

Não penso que seja simplesmente uma questão de pensar positivo, mas de cultivar dentro de si as coisas boas, a paz, o desejo de ser uma pessoa melhor na qual outros possam se espelhar. É plantar a semente da serenidade na terra do coração e deixar que ela floresça e enfeite a vida.

Viver bem é uma questão de escolha. A fé nos sustenta. A esperança nos mantém vivos e o amor nos torna diferentes aos olhos do mundo.

Pouco importa se chove ou se faz sol, o dia fica estragado quando decidimos que assim será. Somos, nos passos de Cristo, o sal que tempera a terra e a luz que ilumina o mundo.

Podemos dar sabor, cor e vida, deixando atrás de nós a semente do bem e passos que conduzem ao céu.


Letícia Thompson



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Aprendendo o perdão


Quem pensa que o perdão não é algo que se aprende, está enganado. O perdão não é como o amor, que vem de uma hora pra outra e se instala. O perdão não é simplesmente uma decisão que se toma. Não.

Carregar em si o dom do perdão é aprender a deixar de lado ressentimentos. Taí duas coisas que nunca caminharão juntas: perdão e ressentimento são inimigos mortais e onde um morar o outro não poderá habitar.

Primeiro, devemos ter consciência que de perdão todos nós precisamos. A falta de humildade e orgulho demasiados nos impedem de ver que somos necessitados de perdão. É normal e perfeitamente humano ser "imperfeito". E seres imperfeitos magoam, ferem, agem e dizem coisas que atingem outros. Saber reconhecer-se assim tão humano e ter a coragem de assumir é um grande passo na direção do caminho que o grande Mestre deseja pra nós. Chegar para a pessoa de quem precisamos de perdão e transformar esse reconhecimento em palavras é uma atitude bonita. Nem sempre é fácil, pois precisamos deixar de lado nossa capa orgulhosa e dizer: "eu errei, você me perdoa?"

E vamos agora ao outro lado da moeda: é do nosso perdão que alguém carece. Nos magoaram profundamente e somos nós que precisamos perdoar. E muitas vezes queremos sinceramente fazer isso. Mas aí bate à nossa porta o tal do ressentimento que fica martelando na nossa cabeça e alma todo o mal que nos fizeram. E enquanto esse estiver presente não adianta, por mais que amemos o outro, o amigo, irmão, companheiro, pais, não conseguiremos perdoar.

Há pessoas que conscientemente dizem "eu não perdôo" e vivem a vida inteira sendo ruídos por essa doença que mais faz mal a elas mesmas. É enganoso pensar que não perdoando estaremos ferindo o outro e fazendo com que pague o mal, pois nos ferimos a nós mesmos, impedindo que a ferida se cicatrize.

A única maneira de se liberar completamente e ter uma vida de paz é construir em si mesmo um poço de esquecimentos, onde jogaremos todas as nossas mágoas. É um trabalho longo e delicado e que exige de nós paciência, coragem, fé e, principalmente, amor, muito amor. Só mesmo um amor incondicional pelo próximo poderá extinguir do dicionário da nossa vida a palavra ressentimento.


Quando Jesus estava para ser morto, Ele olhou para o céu e disse: "Pai, perdoa-lhes." Ele conhecia a necessidade e incapacidade humana de reconhecer os próprios erros. Ele intercedeu a favor dos que o matavam e tenho a íntima convicção que intercede por nós a cada instante. Mas é tempo de acordar e crescer. É tempo de evoluir. As pessoas que se recusam a aprender ficam sempre pequenininhas.

Se você acha que é incapaz de perdoar, olhe para o céu. Nossa alma estaria perdida se Deus fosse incapaz de perdoar.

Receber perdão é ser agraciado; dar perdão é dar a graça.

Só as grandes almas são capazes de grandes e nobres atitudes.

A essas pessoas Deus aprova. E tenho certeza que nesses momentos Ele sorri, feliz.


Letícia Thompson



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A GRAVIDEZ DE UM PAI


A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.

Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio. Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.


E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.


E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, a partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.


Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.

Letícia Thompson


Saudades, pai!


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