Esta turma costuma refletir bastante!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Um presente diferente
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Mãe Adotiva
domingo, 14 de outubro de 2012
Orgulho de ser professor
quinta-feira, 8 de março de 2012
Alma de Mulher
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A GRAVIDEZ DE UM PAI
A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.
Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio. Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, a partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.
Letícia Thompson
terça-feira, 19 de abril de 2011
Mensagem de Páscoa
Desejo que neste dia, em que nós cristãos,
comemoramos o seu renascimento para a vida eterna,
possamos renascer também em nossos corações.
Que neste momento tão especial de reflexão
possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças.
Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais,
porque perderam a fé em um novo recomeçar,
pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir.
Não nos deixe esquecer
que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho,
tu estás conosco em nossos corações,
porque mesmo que já tenhamos esquecido de ti,
você jamais o faz.
Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai
e pela humanidade,
que muitas e muitas vezes esquece disso.
Esquecem de ti e do teu sacrifício
Quando agridem seu irmão,
Quando ignoram aqueles que passam fome,
Quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação,
Quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo,
Quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso,
um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor.
Jesus...
Conceda-me a graça de ser menos egoísta,
e mais solidário para com aqueles que precisam.
Que jamais esqueça de ti e de que sempre estarás comigo
não importa quão difícil seja meu caminhar.
Obrigado Senhor,
Pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter.
Por minha vida e por minha alma imortal.
Obrigado Senhor!
Desconheço a autoria!
sábado, 30 de outubro de 2010
Bruxas
“Yo no creo en brujas, pero que las hay las hay “. De certa forma todos crêem que elas existam até hoje, dentro de cada mulher. É aquele lado mais sombrio, que fazemos de conta não existir. Como se nem soubéssemos que o tínhamos escondido, em um canto pouco vasculhado do nosso ser. Tememos descobrir as coisas feias que já fizemos através dela e culpamos a terceiros por nos terem tirado do sério: os pais, os irmãos, aquela “amiga da onça“, até o cachorro do vizinho! Acredite, ela está dentro de nós esperando um bom motivo para se revelar.
O lado bom de reconhecermos que não somos tão boas assim é se permitir errar conscientemente, apenas por preguiça de fazer o que é certo. Quando no assumimos tal como somos, podemos agir mais livremente e fazer nossos feitiços. Feitiços do tipo da “bruxinha boa do oeste”, que age só pelo bem, ainda que seja pelo bem dela mesma! O disfarce de toda bruxa é ser discreta, o que é diferente de ser dissimulada, afinal aprendemos a gostar do que somos. Quando a vida nos permite certa normalidade e constituímos família, a reclamação mais comum é o sono pesado dos respectivos companheiros, sem perceber que no fundo isso é misericórdia divina. Por quê? Imagine se aquele príncipe encantado dormindo do nosso lado acordasse, no meio da noite e nos flagra indo ao banheiro, descabeladas, sem maquiagem alguma, assim de cara limpa amarrotada de sono? Faça o teste e descubra! Quando levantar de madrugada, antes de ir ao trono da rainha, dê uma paradinha em frente ao espelho, acenda a luz e se olhe. Ainda que sua visibilidade esteja embaçada não pense ser uma ilusão de ótica. Não se assuste, nem se belisque como quem tenta acordar de um pesadelo; é apenas a nossa imagem real e natural. Leva-se algum tempo para entender que é melhor vê-los dormindo e sorrindo como quem está vivendo uma fantasia ao invés de acordarem para um pesadelo real. Enquanto isso, nós nos levantamos primeiro e nos damos ao privilégio de melhorar o visual antes que eles possam cogitar a existência daquele nosso outro lado!
As bruxas de hoje são descoladas, antenadas, vitaminadas! Lembram-se dos “chapéus pretos e ponte-agudos” que eram usados para esconder aquele cabelo tipo palha de aço? Essa técnica já está em total desuso! Agora temos alisamentos para os cabelos mais rebeldes; alongamento para os que demoram a crescer; escova progressiva para um look mais liso natural, além de um variado cardápio de cores de tintas que temos a nossa disposição em qualquer farmácia. Verruga no nariz? Depois do Ivo Pitangui, virou passado. Assim como as rugas de expressão que carregamos por séculos. Podemos até escolher o modelo de nariz tipo Barbie, boca estilo Angelina Julie, lentes de cores diferentes uma para cada dia da semana se quisermos! O vestido preto que mais parecia uma toga, no qual éramos confundidas com a “orça, a baleia assassina”, foi substituído por jeans, mini-saias, blusinhas baby-look. Mas se ainda quiser manter o preto; sem problema toda mulher tem que ter um pretinho básico! Os outros adereços como sandálias, brincos, colares ficam ao gosto de cada uma. Bem como optar por uma malhação para manter o corpinho, ou dietas, e até uma lipo-escultura, dependendo de quanto podem investir em si mesmas.
Como o progresso é lei, nossas técnicas estão mais sofisticadas. Os utensílios arcaicos foram substituídos por alta tecnologia. Os ultrapassados caldeirões, os quais para alcançar a borda, precisávamos de escada e fazer muita força para mexer, virou relíquia de museu. Hoje temos microondas, panelas anti-aderentes, timer e muito mais. Aqueles ingredientes difíceis de achar como asas de morcego, ovos de aranha, pó de pele de cobra e etc (impossível relembrar todos depois de tanto tempo) basta ir a um hipermercado para encontrar os produtos mais exóticos, embalados a vácuo e aprovados pelo ministério da saúde, incluindo a versão light e diet. As poções já vêm engarrafas como o Absinto, vinhos de vários matizes. Aromas sofisticados produzidos por grifes famosas como Chanel, Carolina Herrera, Calvim Klein, Pólo etc... Caso não queira ser reconhecida pelo que compra, nós bruxas modernas podemos optar pelo método delivery. Até o meio de transporte desconfortável de antes, agora é um chique acento de 1ª classe em um avião. Tudo se torna mais sutil, mais leve, a sedução não necessariamente ocorre à contra gosto da vítima, mas são as próprias vítimas que se entregam a ousadia, encantamento e magia.
As antigas teorias e tradições de que nossa única intenção era fazer puramente o mal, caiu por terra. Embora tenhamos uma personalidade um tanto quanto egoísta, orgulhosa, vaidosa e competitiva; se analisadas por outros ângulos; poderíamos dizer que isso não é maldade e sim vontade de ser feliz. Toda vez que uma bruxaria é bem sucedida, pelo menos duas pessoas se sentem felizes: a bruxa e o seu objeto de desejo. Do ponto de vista de quem partilhava o mesmo desejo que a “tal bruxa”, resta à inveja de não saber a técnica adequada à conquista de seu amado. Alimenta-se então, da mórbida espera de um dia ver aquela bruxa queimar na fogueira. Engraçado: em toda a história nunca se soube de uma bruxa que tenha queimado um ser humano, por mais “bruxa“ que seja!
Apesar dos feitiços e maldições, é uma injustiça que essas dedicadas “alquimistas” sejam condenadas a uma pena tão cruel. Afinal até as crianças sabem que não se deve brincar com fogo! Pensando bem as bruxas é que são as verdadeiras vítimas, são esforçadas, dedicadas, trabalham duramente e sempre são consideradas as vilãs. Nunca conseguem um final feliz e mesmo que omitam sua identidade sempre é desmascarada, confinada a solidão eterna. Será que esse é o merecido fim de quem não pôde mostrar-se tal como é, sempre vivendo como um ser quase invisível, sem poder treinar suas habilidades, relegada a um castelo no meio do nada. Restando-lhe o sapo como companhia e o príncipe terminando com a “songa-monga” da princesa que sofreu, sofreu e em momento nenhum reclamou, mas também não lutou para manter o tipo frágil.
A transformação mais profunda percebe-se no ritual de uma bruxa. Exaustiva prática que leva a perfeição, estudos prolongados de como satisfazer seu príncipe, toda sedução da lingerie, disciplina para esperar o momento exato, criação do ambiente adequado, velas, penumbra. Esse instinto que até hoje corre em nossas veias, herdamos de quem? Essa “intuição feminina”, esse “sexto sentido”, transmitido de geração a geração, que toda mulher sabe que tem. Analisem vocês homens, se essas não são na verdade qualidades? Então, nada disso nos torna bruxas e sim fadas sem asas.
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GABI BORIN
Recanto das Letras
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dia das Crianças e o dilema de dar ou não dar presentes
Nós crescemos e podemos até deixar de comemorar o Dia das Crianças, mas as lembranças desse dia especialmente dedicado aos pequenos pode durar por toda a vida, servindo como um estreitar de laços entre a família. Para os pais, podem surgir muitas dúvidas quanto à comemoração, cobrança de presentes, falta de tempo para fazer uma programação elaborada (além de filas em cinemas e parques) e até sobre o que liberar no cardápio do dia. "Sem dúvida, o melhor presente é estar presente. O interesse exagerado da criança por presentes pode advir de uma carência de atenção e do apelo excessivo da propaganda", de acordo com a psicóloga Márcia Chicareli Costa. Mas como lidar na prática com esses dilemas?
Presentear ou não?
Toda criança gosta de brincar, mas o desejo exagerado por brinquedos também reflete o apelo para a data, que está em todas as lojas infantis das ruas e dos shoppings da cidade. "Muitos pais se vêem na obrigação de presentear pelo fato de quererem suprir uma falta de atenção e tempo para os filhos", diz Márcia. Dessa forma, independentemente de você dar o brinquedo dos sonhos ao seu filho, é fundamental brincar e conversar com ele, especialmente nesse dia.
A escolha do presente pode ser dada pela criança, o que estimula nela uma responsabilidade - se ela enjoar do brinquedo rapidamente, saberá que foi uma decisão própria. "O pai deve ouvir o pedido do filho, mas muitos não o fazem e insistem em dar aquilo o que acham melhor, pois necessitam suprir desejos que depositaram nele", explica a psicóloga.
No entanto, vale a ponderação: se o presente pedido não for adequado por algum motivo, o pai pode oferecer outras opções e até dizer que não será possível. "É importante que a criança ouça o 'não' diante das impossibilidades, para que vá aprendendo. A criança que hoje quer um grande brinquedo pode querer no futuro um grande emprego, que ela pode não conseguir. Os pais não podem prepará-la para não saber como lidar com frustrações", diz Márcia.
Presentear até que idade?
Uma situação que é bastante frequente é a dos adolescentes que querem ser tratados como adultos, e ainda exigem presentes no Dia das Crianças. "Ceder a essa exigência pode contribuir para que o filho não estabeleça a noção de que já tem algumas das responsabilidades e dos ônus da vida adulta, um paradoxo típico da adolescência". No entanto, para aos pais de adolescentes, reunir a família (aproveitando que a data é feriado no Brasil) e relembrar as peripécias da infância de cada um pode ser uma experiência bastante positiva.
Presente inadequado para a idade
Existem presentes inadequados para algumas faixas etárias, principalmente aqueles com peças pequenas e jogos. É importante observar se o brinquedo tem registro na Anvisa e se a idade indicada na embalagem corresponde à do seu filho. Existem pais que preferem dar dinheiro aos filhos, mas se a criança não tem idade para fazer compras sozinha, os pais devem monitorar como essa quantia será gasta.
A grana está curta
A falta de dinheiro é uma realidade que não pode ser deixada de lado. Se o dia está se aproximando e você está no vermelho ou seu orçamento não permite essa compra, nada de desespero. "A situação deve ser sim exposta à criança, caso ela cobre um presente. O mais importante para as crianças é a atenção dos pais, que pode ser manifestada num simples passeio ou em uma tarde de brincadeiras", diz a psicóloga. Vale reunir os amiguinhos em casa, fazer um bolo, organizar uma gincana, deixá-lo à vontade nos brinquedos da praça, enfim, criatividade e atenção são mais importantes que dar o brinquedo da moda.
Presente útil
Aliar diversão e aprendizado é mais do que possível: "toda brincadeira é um aprendizado", segundo Márcia. Existem muitos brinquedos pedagógicos à venda no mercado a preços acessíveis. Com eles, a criança aprende brincando e costumam ser mais difíceis de serem abandonados, pois, apesar de não terem os atrativos comerciais tradicionais, oferecem desafios lógicos e estímulos dos sentidos. Assim, quando oferecer as opções de presente, vale incluir esse tipo de brinquedo na lista. Contudo, é importante que não seja uma brincadeira chata, na qual a criança sente que está mais fazendo um dever de casa do que brincando.
Cardápio do dia
O que fazer nesse dia em relação ao cardápio? Liberar geral, dando todos os sorvetes e balas que o pequeno pedir, ou manter as regras do dia a dia? Não existe uma resposta certa, isso é uma decisão de cada mãe e pai, a questão mais importante é deixar claro que aquilo não é uma recompensa pela data, mas sim que em comemorações, alguns excesso nas guloseimas podem ser permitidos - e que é muito mais gostoso abusar de vez em quando do que tornar isso uma rotina.
Para a culinarista e escritora Pat Feldman, as crianças não gostam de comer guloseimas por si mesmas, os pais têm papel fundamental na educação alimentar. Ela ainda ressalta a importância de não pensar na comida com uma forma de recompensa: "oferecer gostosuras como recompensa, por exemplo: ganhar chocolate após terminar o dever de casa ou liberar o refrigerante no final de semana faz com que a criança aprenda que diversão está associada a alimentos nada saudáveis e associe o prazer unicamente a essas opções".
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Fonte:
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=214261
sábado, 7 de agosto de 2010
Ser pai!

De todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz
caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.
Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É
contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.
Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez.
É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protege-lo-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.
Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir.
Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.
Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se
renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.
Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.
Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso
mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir semofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte,mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma,pacificação.
Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O
máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele,não necessita para viver. É quem se anula na obra que realizou e sorri,sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.
Arthur da Távola
terça-feira, 20 de julho de 2010
Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
sábado, 8 de maio de 2010
Homenagem especial!!!
Hoje, uma mãe especial está fazendo 77 anos: a minha!
Sofreu muito para me ganhar: parto muito difícil!
Fui extraída a forceps!!!
Machucaram um de meus braços!
Ela chorava tanto que seus olhos se fecharam.
Retiraram a minha avó materna da sala e a trancaram noutra: quanta crueldade!
Meu pai, de tanta felicidade, sumiu pelo mundo, dando a boa notícia do meu nascimento!
E minha mãe ficou sozinha, sofrendo e chorando...
Cresci e, entre acertos e erros na minha educação, me tornei uma mulher forte e batalhadora como ela!
Seu dinamismo e iniciativa sempre foram um exemplo pra mim.
Sempre foi uma lutadora.
Mulher dinâmica, batalhadora e cheia de iniciativa!
Hoje a sua saúde está muito debilitada. Há alguns anos detectamos que estava com Mal de Parkinson. E isso tem complicado muito a sua vida.
Peço a Deus, todos os dias, que a proteja e que lhe alivie as dores!
E ontem, na véspera do seu aniversário, decidi que quero que more conosco.
Quero estar ao seu lado todos os dias, ajudando-a, cuidando-a e mimando-a!
Não importa se a rotina da minha vida vai mudar!
É o mínimo que posso e devo fazer a quem me deu a oportunidade de viver!
Mãe, parabéns pelo teu aniversário!
Seja bem-vinda ao nosso lar!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Mãe é mãe! Mentira!
Desconstruir alguns mitos.
Não, não precisa se preocupar!!!!.
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
Vamos lá:
MÃE É MÃE: mentira !!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas:
é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rocke pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó !!!(oba, esse é o meu departamento!):
moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço,
se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.
MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.
Ser mãe é padecer no paraíso: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?!!!!
Paraíso é o Taiti! Paraíso é a Grécia! É Bora-Bora! Onde crianças não entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima ideia de onde fica.???
Aí a barra é pesada, pode crer!!!!...
Maternidade é a missão de toda mulher: mentira !!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório, caraca!
Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los,como sabê-los?
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é
pequena mas tem bastante espaço!!!!.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece!!!!!.
Mamãe, eu quero!!!!: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém
que não queira a sua.
Martha Medeiros
sábado, 3 de abril de 2010
Que cheirinho de chocolate!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Mensagem para você!
Uma linda Páscoa para você que me visita sempre!
Beijocas com sabor de... chocolate, é claro!

















