Esta turma costuma refletir bastante!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aumente sua delicadeza até 28 cm



O que leva o homem à impotência é o cuidado.

O que leva a mulher à frigidez é o cuidado.

O excesso de cuidado. Cuidado demais ataca.

Nunca vi uma mulher ou um homem gostar sem criticar.

O embaraço do sexo não decorre da ausência de intimidade, mas da intimidade. E da cobrança que vem com ela. Mais fácil gozar com estranhos.

Depois de partilhar meses e cadernos de jornal com nosso par, abandonamos o elogio. Passamos a cobrar e expor os defeitos para que sejam corrigidos. É o cigarro, é a alimentação, é a distração, é o pouco caso com o dinheiro, é a indeterminação do trabalho, é a preguiça. A convivência traz a preocupação com o namorado ou a namorada e uma esquisita vontade de interferir. Entre conhecer e mandar, é um passo. Ou um tropeço. As mais duras agressões não provocam hematomas, ocorrem em nome da sinceridade.

O amor é confundido com pancadaria. Um teste de resistência. Uma prova de esgotamento nervoso. Se o outro não quer, que vá embora, que desista do prêmio maior que é a confiança.

Há uma visão sádica que não ajuda nem o masoquista. Falta medida. Falta parar e recomeçar o namoro. Falta esquecer e perceber que o próprio passado não é imutável, não existe certo ou errado, que nem tudo por isso é duvidoso.

A eficácia mata o erotismo. O aproveitamento total do tempo do relacionamento não colabora com a vaidade. Custa um agrado antes de transar? Uma meia-luz de palavras?

Não estou pedindo para mentir, muito menos fingir, mas falar um pouco bem para acordar os ouvidos e despertar o interesse.

No início, os joelhos são venerados, os ombros recebem moldura de madeira, os cabelos são alisados com a decência de um espelho. As expressões afetuosas vão e voltam, repetidas com diferentes timbres. Todo homem no começo é, ao mesmo tempo, um tenor, um barítono e um baixo. Toda mulher no começo é, ao mesmo tempo, uma soprano, uma mezzo e uma contralto. Dependendo da região que toca, a voz muda.

Com a relação firmada, a excitação torna-se automática. O corpo tem que pegar no tranco.

A devassidão é trocada pela devassa terapêutica. Desculpa e por favor saem de moda. Como existe o trabalho, a casa, o dia seguinte e terminou a paixão (e somente os apaixonados são sobrenaturais e não sentem cansaço), o sexo pode ser mais prático, mais direto, pode até não ser. Na cama, estaremos falando dos problemas, das contas, do que deve ser mudado na personalidade. Não encontraremos paciência diante do relógio. Não vamos procurar cheirar a pele para atrair o beijo.

Eu compreendo perfeitamente quando um homem broxa se a cada instante é lembrado de sua barriga. Eu compreendo perfeitamente quando uma mulher decide dormir quando sua lingerie nova não foi reparada.

Nunca acusamos quem a gente não conhece.

Julgamos infelizmente quem vive nos absolvendo.

Fabrício Carpinejar



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Conectados na alma



Certa vez recebi uma mensagem a qual dizia
que receber e-mails faz bem à saúde.
Inclusive, parece que isto já foi até comprovado.

Se isto tem algum embasamento científico, não
sei. Mas, se eu olhar para os meus sentimentos,
não tenho dúvida alguma de que isto é uma
realidade.

Nos últimos tempos tenho tido o privilégio de
conhecer pessoas simplesmente fantásticas
que entraram na minha vida (e eu nas delas)
nos momentos mais inesperados, trazendo
mensagens de otimismo, de qualidade de vida,
de humor, de exemplos.

Todos os dias tenho estado perto, mesmo que
a milhares de quilômetros, de pessoas que se
tornaram importantes em minha vida através
do computador e da boa vontade!

Fico impressionado por conhecermos pessoas
com disposição e disponibilidade para serem
generosas e afetivas, dizendo-nos palavras de
conforto, ajuda e incentivo.

Quem não gosta do computador é porque
ainda não se familiarizou com as possibilidades
de aconchego que ele pode proporcionar.

Já me disseram que ele não substitui um bom
abraço. Mas, vou lhes dizer que, nas últimas
semanas, tenho me sentido muito abraçado.

São pessoas que me encaminham poemas,
músicas e crônicas.
Chamam isto de amizade virtual?

Pois vou lhe dizer que algumas pessoas de
virtual não têm nada!
Já colocaram no concreto de maneira palpável,
seu afeto.

Onde eu poderia imaginar uma coisa assim?
Em pouco tempo muitas pessoas entraram
no meu computador, deram o seu recado e
saíram, outras se mantém constantes e já
não fazem somente parte da agenda do
computador, confesso que ocupam um
lugar cativo no meu coração.

Espero suas mensagens como se eu fosse
um adolescente a espera dos "amigos".
Se isto realmente é coisa de adolescente,
vou lhes dizer que, para algumas coisas,
não deveríamos crescer nunca!

Lógico, como tudo na vida, a intensidade
e a frequência com que usamos este recurso,
este tipo de possibilidade de encontro e
relacionamento, devem ser levados em
consideração.

O inesperado de sermos surpreendidos com
uma mensagem carinhosa que vem carregada
de afeto, corrente positiva, a qual pode, em
muitos momentos, ser terapêutica.

Num determinado momento pode até parecer
enfadonha ou sem próposito, extensa demais,
demorada demais para "abrir".

Mas, pode ter certeza que quando você menos
espera, lá estará você precisando daquela
palavrinha ou daquela imagem.

Às vezes você já nem espera um retorno e,
de repente, lá está a mesagem que tanto
esperava.

Você pode até dizer que também recebemos
muita porcaria através do computador.
Mas não é assim também a vida?

Nossa tarefa é fazermos a seleção do que é bom
ou ruim. O que sei é que não tenho esquecido
muitos nomes devido a duas palavras fundamentais:
iniciativa e investimento.

Estas pessoas passaram a ter espaço garantido
na minha vida.
Algumas vezes fica difícil responder a todos na
hora em que se quer.

Mas, estou certo que vale a pena dedicarmos
parte do nosso tempo para espalhar carinho
e amor, com um simples comando de enviar.


Autoria desconhecida



srsilvino@gmail.com


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Compromisso de Vida


Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com cinco bolas que lançam ao ar. Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.
O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima.
Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. Entender isso e buscar sempre o equilíbrio na sua vida.
Apeguem-se as coisas que são valiosas ao seu coração, sem elas a vida perde o significado...
Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.
Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido. Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro. Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas. Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais. Nada termina até o momento em que se deixa de tentar. Não tema admitir que não é perfeito. Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes. Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo! Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai. Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente. Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

Brian Dyson



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Herança

Vivemos numa sociedade cuja palavra de ordem é: compre! São tantas as seduções que você jura que não conseguirá ser feliz se não tiver uma jaqueta de grife e um celular que caiba na palma da mão. E assim vamos acumulando coisas durante a vida, às vezes mais preocupados em possuir do que em desfrutar. Será que precisamos mesmo desta parafernália toda?

Não há nada de errado em comprar coisas das quais gostamos, sejam elas necessárias ou supérfluas. Se o dinheiro foi ganho com o suor do nosso rosto, temos mais é que satisfazer nossas vontades. O que não podemos é ficar presos emocionalmente a objetos cujo valor é muito relativo.

É de Thoreau uma frase sábia: "Um homem é rico na proporção do número de coisas de que é capaz de abrir mão". Eu me sinto milionária sob este ponto de vista, pois apesar de gostar muito de conforto, sei que poderia me desfazer tranqüilamente de quase tudo o que me cerca, ou ao menos trocar por similares mais simples. Quando morei fora do país, montei toda uma casa. Escolhi com carinho o tecido dos sofás, as luminárias, a louça, dedicando-me a cada detalhe. Na hora de voltar ao Brasil, vendi absolutamente tudo, das cadeiras aos talheres, da geladeira aos colchões. O que trouxe comigo? O indispensável: livros, discos e duas gravuras, que para mim eram muito mais caros do que a mobília inteira.

Adoro meus tapetes, meus brincos, meu carro, mas me livraria deles com um sofrimento muito menor do que se fosse obrigada a me desfazer de fotografias, por exemplo. Quando chegar lá na quarta idade, espero poder presentear as pessoas que amo com tudo o que estiver a minha volta e distribuir minha herança em vida. Comigo, até o fim, quero apenas minha memória, uns poucos livros para me distrair antes do sono, meus discos preferidos (caso ainda não esteja surda), um secador de cabelos (pois velha também tem vaidade) e os destinatários da minha verdadeira fortuna, a quem deixarei minhas idéias, meu afeto e minha vivência.

Martha Medeiros



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Por que desistir de acreditar?


A cantora Adriana Calcanhoto interpreta uma linda composição de Edu Lobo e Chico Buarque chamada "Ciranda da Bailarina". Você já ouviu essa canção? Depois de ouvir a música inúmeras vezes passei a refletir no quanto as pessoas são diferentes e algumas, abandonam a ação de confiar em si. Negam tentar algo novo, porque o medo de falhar estará refletindo em fracasso. Nos tópicos a seguir, observe como não desistir de acreditar em você. Perceba que são poucas as coisas que se aprende na vida, sem que se erre pelo menos uma vez.

Superar a zona de conforto - Quando uma pessoa não quer fazer uma atividade, qualquer desculpa serve. O detalhe é que as repetitivas justificativas têm um modo estranho de se transformar em realidade. São pessoas que observam seu reflexo no espelho logo cedo e, ao contrário de um sorriso feliz, em comemorar mais um dia saudável de vida, despejam uma tormenta de energia negativa com reclamações, desavenças e descontentamentos. O que seria de uma bailarina, se as dores musculares justificassem parar de dançar? Superar a zona de conforto é uma importante ação para compreender a diferença entre falhar e ser um fracasso. Admita que talvez, você não tenha feito o melhor possível e para sentir o gostinho de uma vitória, será necessário aplicar um esforço a mais.

Alterar o estereótipo de perfeição - Há no sistema nervoso humano, uma substância conhecida como Neuropeptídeo (NPY), que faz a comunicação entre os neurônios e afetam a maneira como observamos as reações ao nosso redor. Quanto menor a quantidade da substância NPY, mais pessimista se torna o ser humano. A bailarina na canção é um estereótipo de perfeição, sem problemas, dores, tristezas e cicatrizes no coração. Mas quem não os tem? Na vida, algumas pessoas aprendem a mudar pela dor e outras por amor. Não se negue a oportunidade de compreender suas fraquezas e procure perceber, o que parece o fim pode ser o começo de uma grande transformação na sua vida.

Não deixe a cortina do palco da vida fechar - A capacidade de acreditar é abalada com expressões do tipo: "Você não vai conseguir! Outras pessoas já tentaram e não conseguiram! Desista, isso não vai dar certo!" Há obstáculos que depois de superados tornam-se verdadeiras lições, de aprendizagem e estímulos que influenciam nosso comportamento, a maneira de viver e contribuem para uma nova direção. O momento mágico da bailarina é quando a cortina do palco abre e ela demonstra toda competência, brilho e encanto. Não permita cair em armadilhas geradas pelo pessimismo e mau humor. Não deixe a cortina do palco da sua vida ser fechada para as oportunidades que estão a sua volta. Ninguém mais do que você, possui a capacidade encantadora de mudar.

A letra da música "Ciranda da Bailarina" diz: "Sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na família, quem não tem, procurando bem, todo mundo tem". Incertezas, receios, adversidades e desconfianças fazem parte do ser humano. O interessante é perceber que algumas pessoas direcionam seus olhares para os erros, outros para a possibilidade de melhorar continuamente. Não permita que as pessoas a sua volta, tenham a capacidade de destruir sua autoestima e, paralisar sua vontade de acreditar na força de superação. Você pode e merece ser feliz. Lembre-se que na vida, não há aviso prévio como no ambiente profissional e o momento de acreditar, mais em você, não é amanhã, mas já.


Autor: Dalmir Sant'Anna – Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" (3ª edição, editora Odorizzi), Visite o site:www.dalmir.com.br


Ouça a música "Ciranda da Bailarina" aqui:





sábado, 5 de novembro de 2011

As razões do coração



 O coração pensa. Pensa sim, embora muitos achem que não. Ele apenas não reflete...


Entre pensar e refletir existe uma distância enorme. Quem pensa, pensa; quem reflete, mede consequências. E consequência é uma palavra que o coração desconhece.


Se o próprio amor conhece mil razões para se deixar levar pelo barco da situação, o coração, este, conhece milhares delas. Mesmo se nem disso ele é consciente. Ele sente e pronto.


Futuro? O que é o futuro? Tá tão distante que a vista não alcança; passado, desconhecido. O que dizem, o que pensam não conta. Mesmo o presente é limitado, pois resume-se ao sentimento de amar e de querer. Nada mais.


Coração vive de emoção, daquilo que é a razão mesmo do que o faz vibrar. Quando ele é o guia, perdemos todo o controle do que somos, do que pensamos, do que queremos.


Só uma água é capaz de matar essa sede: o prazer de ver-se no ser amado, de sentir-se no ser amado, de viver e morrer pelo ser amado. Nada mais no mundo importa.


Só mesmo o coração é capaz de tantos erros e tantas desculpas, tantas mágoas e tantos perdões, tantas condenações e tantas absolvições.


Leticia Thompson

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